Há muito, muitos anos atrás,quando o mundo era preto e branco, nasceu um menino, jeitinho franzino, no reino riscado, com rabiscos em preto, todos o apelidavam deste jeito, menino franzido, do pé bem pequeno, e já festejavam sem muito zoar, mais um menino do reino que acabara de chegar, e o tempo passando veloz como o vento e menino crescendo com um pensamento, que coisa sem vida, pensava o menino, que mundo esquisito, que estranho destino, e questionava a todos dali, gente este reino sempre foi assim? E todos respondiam –Assim como franzino?, mas tem cada pergunta esse nosso menino.
E menino que já corria, e tudo chegava a falar decidiu que nos rabiscos ele ia passear, entre branco, preto e branco, relevos em só um tom, o menino percebia que ele tinha um dom, com seus dedinhos na areia, o menino bem franzino, desenhava em preto e branco os caminhos que ia seguindo... Onde passava o seu rasto, toda a população, ficava a observar tamanha dedicação
E a medida em que cresciam todos o admirava o menino que era feliz, que lindas coisas falava..
Um dia foi passear nosso menino franzino, entre os próprios rabiscos que ele ia construindo, imaginava casinhas, vielas, arvores flores e uma imensa montanha, continuava o passeio nessa viagem sem fim, e parou pra repousar nas encostas de um jardim, o menino só olhava o horizonte a sua frente, quando algo bem estranho o fez sentir, uma sensação diferente, havia neste jardim, três laguinhos sem igual, que não eram preto e branco, mas algo bem natural,
O menino não entendia, pensou e teve até medo, eram lagos de três cores, resolveu guardar segredo, ninguém acreditaria, pensava nosso menino, as cores não existiam, não fazia nem sentido
Todos os dias a tardinha o menino voltava lá, decidiu que aquele lago, ele iria decifrar, até chegar bem pertinho e nas cores poder tocar...
Ao tocar com os seus dedos num dos laguinhos ali, o menino observou que poderia colorir, e pensou o que faria para alguém acreditar, tocou com os dedos no sol, e começou a pintar... Isso ficou tão bonito, pensava o nosso menino, vou tocar em outra cor nesse que é mais cristalino, e logo pintou o céu, percebendo ser divino, olhando a sua direita num cantinho escondida, viu que tinha uma flor e resolver dar-lhe vida, e entre aqueles rabiscos preto e branco desenhadas tocou e ficou bonita, uma rosa assanhada...
E a voltar para casa, logo este percebeu, todo mundo assustado, com o que ali ocorreu, falavam até em milagre, um intento que era seu, o menino bem esperto resolver nada contar, existiam até pessoas, que ficavam a inventar, que vieram trovoadas, roncos e até tufões que teriam trazido aquilo que despertou multidões , sem saber o que seria, mas já muito animado, o menino se sentia, muito mais realizado, esperou amanhecer e voltou a aprontar sujou a mãos com as cores, estava a misturar, pintava tudo que via, mas o menino não sabia, que tudo que ele pintava uma emoção havia,
As pessoas daquele lugar, começaram a perceber, que rabiscos em preto e branco, já não tinha nada haver, e o menino que pintara, o sol, o céu e as flores, decidiu que a floresta, daria novas cores, misturou o céu e o sol, em suas cores favoritas e ás florestas rabiscada, promoveu-lhes nova vida...
E o menino foi crescendo, já dizia seu avô, deixou de ser uma criança e conquistou um amor, queria presenteá-la com o mais belo que existisse, e com essa esperança, decidiu dar nome aquilo, que descobriu quando criança,
Já com muito romantismo e também dedicação, levou a moça pra ver o lago da invenção, ficando muito animada, resolveu lhe ajudar, mexiam em todas as cores, a fim de poder criar o nome de cada uma e nova vida inventar
O menino olhava a rosa, que pintara sem rancor, e decidiu que daria de presente ao seu amor, a rosa era vermelha e com muita devoção, decidiu que o vermelho seria a cor da paixão;
Tudo estava muito quente e sol naquele fervor, deram nome ao amarelo, representando o calor;
E nesse momento mágico, daqueles que ninguém cansa, deram às florestas o verde, representando a esperança;
Então ao olhar os céus, que tudo vê, tudo viu, o menino deu as cores o nome de azul anil, seria a cor da calma, a cor da tranqüilidade, seria este o céu de toda a humanidade;
O menino já não queria, entre rabiscos viver, e quanto mais conhecia, mais cores queria ver,
Ao lado do seu amor, que lhe dava tranqüilidade, o menino descobriu a tal da felicidade, está já não tinha cor seria uma junção, tudo estando colorido trazia mais emoção, até que um dia a historia, teve que modificar, um dia chegou a morte, que veio lhe separar, de sua bela amada, que já estava em seu lar...
O menino passou dias, triste e com muito sofrer, as pessoas vinham até ele, a fim de tentar conter tudo aquilo que sentia, e devolver a alegria que puderam conhecer, o menino lembrava a vida, rabiscos em preto e branco, tentando ver se encontrava respostas pra todo o pranto, até que um dia ele, ao chorar se despertou de que a vida da gente não podia ser incolor mas que o branco seria a paz, e o preto a sua dor.



Soneto do Amor que Morreu